Arranco o nome às coisas.
Arranco o nome às coisas. Não por lhes querer tirar alguma coisa, pelo contrário. Arranco o nome às coisas para ver o que sobre quando já ninguém as chama. Porque talvez o nome seja a primeira gaiola. Chamamos árvore. E esquecemo-nos de que ela nunca quis ser árvore, quis crescer. Chamamos mar. Como se uma palavra pudesse conter todos os naufrágios, todos os regressos, todas as pessoas que já choraram de frente para a àgua. ...