A minha mãe ensinou-me a manter as mãos quietas.
Não por delicadeza,
nem pela compostura que se exige
das coisas pequenas.
Havia uma ciência nisso.
O polegar fechado primeiro,
depois os dedos,
um a um,
como se cada falange guardasse
uma palavra que não me fosse permitido pronunciar.
— Não estendas a mão — dizia.
— Espera que te seja oferecida.